domingo, 2 de novembro de 2014

Sem o azul da paisagem

Já falamos muito das paletas reduzidas, sendo a mais famosa delas a Paleta de Zorn que, para quem não se lembra, é composta meramente de preto, branco, amarelo ocre e vermelho.
A utilização desta técnica, onde o azul não entra, sendo substituído com eficiência pelo cinza, não é comum entre os pintores de paisagem contemporâneos que preferem a amplitude de uma paleta com os azuis, amarelos de diversos tipos, violetas etc.
Há no entanto um pintor que vai para a paisagem e despreza o azul em sua paleta, obtendo efeitos formidáveis somente com o vermelho, o amarelo e o preto (ele sempre diz que o branco não é cor).
Ernandes mostra em baixo as cores que utilizou.
Trata-se de Ernandes B.Silva, pintor de Piracicaba, e amante do Plein Air, que é a modalidade de pintura em que o artista trabalha na própria natureza.

Notem a beleza dos verdes que são obtidos com a mistura do amarelo com o negro. Ernandes tem uma predileção pelo amarelo indiano da Lukas, o que confere aos verdes extrema vivacidade.
Um exercício que o professor Ernandes sugere é a mistura em diversas intensidades do amarelo com o preto. Ele preconiza que se utilize diversos amarelos desde o mais terroso como o ocre, até os mais luminosos como é o amarelo de cádmio claro, ou o amarelo limão.
Por último, veja-se a obra abaixo:
Vejam a beleza deste azul quase violeta das águas, que em verdade é inexistente, não passando de um cinzento, que se "azula", na adjacência de cores mais quentes, como o laranja avermelhado do matagal.
Inté!

Nenhum comentário:

Postar um comentário