terça-feira, 29 de setembro de 2015

Dicas do James Gurney para melhor pintar

Antes de mais nada James Gurney é "o fera", autor dos livros Color and Light, a Guide for Realist Painters e Imaginative Realism. É ilustrador do National Geographic Magazine e trabalha para a indústria cinematográfica. Então, vale a pena prestar atenção ao que ele fala!


James Gurney dá 5 dicas essenciais para quem quer pintar bem:

1. Utilize o maior pincel possível para as primeiras passagens.
2. Pinte as maiores massas primeiro, seguindo para as menores em sequência.
3. Aguarde para dar os realces de valor (brilho) e intensidade para o final.
4. Tente suavizar qualquer qualquer limite que não precise ser agudo.
5. Use tempo para determinar o centro de interesse da pintura de forma correta.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Pérolas do Pensamento - Alex Trochut

"Não há uma identidade criativa para Ninguém.
Algumas vezes, estilo é uma prisão na qual você mesmo se coloca.
Basta se manter trabalhando e, ao final, aquele monte de coisas é você"

Alex Trochut

sexta-feira, 19 de junho de 2015

A cilada da Perfeição

O professor de cerâmica anunciou na primeira aula que ele estava dividindo a classe em dois grupos. Todos do grupo à esquerda, ele falou, teriam sua avaliação baseada exclusivamente na quantidade de potes que eles produzissem. O outro grupo, ao contrário, seria avaliado pela qualidade das peças que viessem a produzir, não importando a quantidade.
No final do dia ele pesaria as peças do primeiro grupo: 23 quilos de potes lhes daria um grau “A”, 19 quilos dariam um grau “B”, e assim por diante. Os que seriam avaliados pela qualidade de seus potes teriam um “A”, se fossem perfeitos, diminuindo a avaliação conforme a qualidade fosse decrescendo.
Quando chegou a hora de avaliar os resultados, um fato curioso surgiu: Os trabalhos de melhor qualidade pertenciam ao grupo que estava sendo avaliado pela quantidade. Parece que, enquanto o grupo da “quantidade” estava ocupado lidando com montes de argila num processo de aprendizado a base do erro/acerto – o grupo da “qualidade” investiu seu tempo teorizando sobre a perfeição, e terminou ao final tendo menos trabalhos para mostrar do que suas grandiloqüentes teorias e um monte de argila não utilizada.

Se você pensa que um bom trabalho é de alguma forma sinônimo de trabalho perfeito, você está caminhando para um problemão. Arte é humana, portanto arte é erro.

*Trecho traduzido do livro Art & Fear de David Bayles & Ted Orland