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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Revolução no Mercado de Arte nos EUA

É natural que as pinturas do século XX tendam a ter uma cotação mais alta, mas, em se tratando de Impressionismo Realista, aparentemente em tão pouca conta até há poucos anos, surpreendem os valores alcançados em leilão recente na Galeria Freeman´s, nos EUA.
Os preços superaram as melhores espectativas, tanto para europeus quanto para impressionistas americanos.
O leilão na Freeman´s foi montado para 18 pintores, com uma resposta inesperada, onde todas as obras ofertadas foram vendidas.
Cobre e Porcelana - Emil Carlsen - OST - 1928

Surpresas aconteceram, por exemplo, com a natureza morta de Emil Carlsen “Cobre e Porcelana”, que tinha uma expectativa de valor máximo de venda de 150 mil dólares e no entanto atingiu a marca fenomenal de 386.500 dólares.
Beyond - Jonas Lie - OST - 1919

Outros pintores ultrapassaram em muito a expectativa, como Jonas Lie e sua marinha “Beyond”, que tinha uma avaliação de preço máximo até 30 mil dólares e conseguiu o preço de venda de 146 mil.
A obra de George Loltus Noye, “Joyous Island”, tinha uma cotação máxima de 15 mil dólares, mas no entanto explodiu, tendo sido vendida por dez vezes o valor esperado, com o martelo batido em 122 mil e quinhentos dólares.
Joyous Island, George Loltus Noye, OST, 1920

Os espantosos resultados se sucederam no leilão, demonstrando uma virada que chega ao mercado de arte.
Há que se notar que as grandes cotações também estão acontecendo com os impressionistas contemporâneos, que já conseguem vender suas obras por valores antes não imaginados.
Agora em abril acontece em Monterey, Califórnia, uma convenção de Plein Air (pintura ao ar livre) para onde convergem milhares de praticantes em variados graus de proficiência, assim como colecionadores de todos os calibres, de olho no valor presente de impressionistas mais conhecidos, e no valor potencial de novos talentos que começam a se mostrar no mercado de arte.

É claro que os valores não são tão vistosos quanto os de pintores já falecidos, isto sem contar com exceções como Richard Schmid, que vende suas obras por valores entre 150 e 300 mil dólares e estão vivos e bem, obrigado...

Informações obtidas a partir de Fineartconnoisseur.com.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Por que pequenos formatos?

O motivo fundamental é a possibilidade de tornar pinturas de qualidade acessíveis a todos os bolsos.
Mas isto, no século passado era impensável. Naquela época havia uma tendência de grandes formatos e do abandono do figurativo. No entanto, a novidade só foi até certo ponto, apesar de que poucos novos pintores se arriscaram no mundo representacional. Isto até se explica pela impaciência do aluno da época em aprender a boa técnica e a necessidade de aparecer através dos grandes formatos.

O que se vê agora é uma valorização no sentido inverso, com os mercados americano e europeu em busca da pintura com talento sempre, mas com o artista dominando as técnicas de desenho, pintura e composição, o que só se ganha com muito esforço.
A busca pelo pequeno formato, no entanto, não foi somente uma solução em busca de mercado. Os pintores de paisagem, não podendo ter muita bagagem em suas longas caminhadas com mochilas e cavaletes, se obrigam a levar telas de menor tamanho e, de preferência, sem chassis, para ocupar menos espaço .
Assim, o chassis tradicional está sendo abandonado, sendo muito utilizada a placa de MDF ou duratex, onde é fixada a tela. É comum também o pintor prender a tela de maneira provisória, soltando-a a posteriori. Esse comportamento facilita a armazenagem  e a manipulação das obras, que só vão ser esticadas (colocadas em chassis) no momento de sua exposição.
Assim, preços, qualidade e facilidade de manipulação tornam as obras de pequeno porte em tendência do momento.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

E se o Mercado de Arte nunca se recuperar?

Lendo o blog do Mark Edward Adams, escultor americano, deparei-me com uma postagem com o título acima, versando sobre a crise no Mercado de Arte que parece acontecer em toda a parte. Na visão de Mark, no entanto, a coisa não é bem assim. Traduzi abaixo, parte de sua postagem:

"Houve um tempo em que a galeria era a fonte de novos artistas. Elas realizavam promoções para artistas novos e grandes exposições para os artistas consagrados. Estes eventos tinham a cobertura das grandes revistas de arte. Todavia, com o advento da era da informação, tudo mudou.

Hoje em dia, o Colecionador tem o poder de procurar artistas através do Facebook,  blogs, websites dos próprios artistas, etc. Eles podem inclusive contatar diretamente o artista. O centro do mundo da arte está se movendo para longe das galerias e em direção do espaço digital. Os dias em que multidão de interessados entravam aleatoriamente nas galerias estão diminuindo.


Enquanto isto pode parecer uma tragédia para o mundo das galerias, é na realidade uma oportunidade. É uma chance para elas de abraçar a era digital e trabalhar com os artistas como parceiros para promover ambos – a galeria e o próprio artista. Se trabalharem juntos eu acredito que um novo modelo de negócio irá aparecer. Não sei como estarão as coisas daqui a 10 anos, mas estou animado. Nós estamos experimentando um tempo de transições e enquanto o mundo da arte como nós o conhecemos pode nunca se recuperar, um novo está para aparecer."

Quem quiser ler a postarem inteira pode encontrá-la aqui.